segunda-feira, 31 de outubro de 2011

De qual distrito você é? #Especial

Postado por Livreiro às 12:28 22 comentários
Não, não estou ansioso pelo lançamento de Jogos Vorazes nos cinemas, mas isso não quer dizer que não esteja entusiasmado. Particularmente acho que Suzanne Collins melhorou muito seu modo de escrever desde Gregor até Jogos Vorazes.

Enfim, não estou aqui para apontar opiniões, e sim para mostrar um teste literário do site O Capitol, em que você descobre de que distrito é. Eu sou do Distrito 5. O Distrito do Poder.


E você? Responda nos comentários.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Roda de leitura #01

Postado por J. Carl às 21:09 4 comentários
Eu diria que, na minha lista de todos os meus livros favoritos (e são poucos; sou exigente) com certeza "Famílias terrivelmente felizes" marca presença e se destaca como uma verdadeira façanha literária. Também diria que Marçal Aquino está na minha lista de escritores favoritos também. Mesmo que até agora só tenha lido um livro dele (este ao lado). Mesmo que talvez Aquino oscile entre livros sem mais e obras primas (a exemplo da coleção VagaLume). E mesmo que a crítica o considere da geração de 90.  

O que não podemos é desconsiderar o fato de que Marçal Aquino tem estilo. Ou pelo menos um mistura que envolve: um pouco de conflitos rurais transportados do regionalismo para o ambiente semi-urbano, um pouco de cacos expressivos de realismo às avessas, e um pouco de estilo próprio. Tudo isso mesclado em um enredo que lembra os filmes de Tarantino.

Exceto seus contos da década de 80 pra 90, onde há um certo lirismo inicial. Ou, como definiu Cristovão Tezza, "o imaginário da rebeldia poética contra o sistema, em que a figura do escritor terá sempre, ao mesmo tempo, a aura do épico e do fracasso..." 

Para ser sincero, eu percebi mesmo a figura do escritor nos contos de 80.  Os contos "Onze jantares", "A família no espelho da sala" e "Para provar que o escritor, provocações à parte, está de fato liquidado" realmente traz o personagem escritor. E geralmente é sobre a situação "Arte vs Mercado", mas também há outras coisas por aí, talvez, que eu só poderia citar se pesquisasse o contexto da época de 80, quando as narrativas foram escritas. Vamos pular essa parte.

O que importa dizer é que mesmo aí, no lirismo destes contos, o leitor percebe que Aquino encontra seu espaço narrativo e começa a fazer alguma coisa original, inovadora. Algumas histórias, por exemplo, são narradas com fragmentos, divididos por partes e até contados por diferentes personagens. Ou pelo narrador-observador (narração em terceira pessoa) em diferentes épocas (flashback). E nem precisa ser aquele relato mecânico de contar histórias que já vimos em muitos livros. A parte 6 de "onze jantares", por exemplo, é uma lista. A parte 5 é um cardápio ao passo que o fragmento 8 são depoimentos. É uma mania de escrever os contos em tempo real, meio que vivendo o livro. Aquino "acha" a história enquanto está escrevendo! E o faz isso com um estilo que surpreende, sobretudo nos diálogos, pela sua economia e fluência.


Tem outros mais, contudo, não dá para abordar tudo de uma só vez. Eu sempre digo que blog literário é para discutir literatura, mas se você não for sucinto, a idéia de cultura vai pro buraco...



O trecho abaixo foi retirado diretamente de "Famílias terrivelmente felizes" sem tirar nem por (principalmente nos sinais gráficos, parataxes e índices de fala, que em gramática pode constituir erros de sintaxe, mas que escritores podem abordar como recurso de estilo. Portanto, recomendo ler pausadamente.) 



Conto Onze jantares
Parte 4: GEMA, CLARA, GEMA

"Quando quer, ele é um cara bacana. Chega até a ser gentil. O que atrapalha são as manias. E essa história de ser metido a escritor. Mas a maioria das coisas que escreveu eu não entendo. Faz uns seis meses que fala do romance que está fazendo. Vai se chamar Gema, Clara, gema. Eu ainda não li nada; ele não mostra antes de acabar, outra mania. Seria bom, eu poderia até dar uns palpites, quem sabe. Mas, com um título desses, o que se pode esperar? Pornografia, no mínimo. Já falei para ele escrever uma história romântica, de amor mesmo. Pode até ser meio apimentada. E com uns crimes, um suspense, sei lá. Faria sucesso na certa. Mas ele me respondeu que isso não é literatura. E os livros do Sheldon, do Simmel, do Harold Robbins e outros que eu gosto, ele vem dizer que são subliterários? Então que fique aí, escrevendo essas maluquices e vivendo de preparar currículos, teses e trabalhos para os outros. Não entendo esse cara."


Marçal Aquino
Famílias terrivelmente felizes pag 23
Editora Cosac e Naify


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Trecho da Semana #7

Postado por Livreiro às 16:43 0 comentários

—Não é possível, nunca aconteceu isso antes.
—Culpa da data.
—Como assim?
— Quatro pessoas nascidas no dia 29 de fevereiro se encontram na mesma cidade, no mesmo prédio...
—E fazem todas as luzes de Roma se apagarem, acho isso absolutamente normal. Ou pelo menos, não totalmente estranho.

Retirado diretamente da página 53 - CENTURY.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Minha Opinião #3 - Spams

Postado por Livreiro às 15:03 10 comentários

— Sim, eu acho que se você leu cinco, ou sete livro, eu não aconselho-o a criar um blog literário
   — Mas isso é preconceito, não é porque li só dois livros que não sou capaz de bloggar
   — Você não tem estrutura, não tem o que resenhar e vai ficar enchendo o saco dos outros com spam.
    — Entendi, eu não posso fazer spam, mas você pode.

  Quando você gosta de ler, você quer discutir sobre livros com outras pessoas, porém no mundo de hoje são poucos os que têm isto por hobby. Então, foi criada uma rede social somente para leitores, o Skoob, este que inspirou sites menores, conhecidos como blogs literários.

Desde algum tempo, o número de blogs literários na rede aumentou muito, e consecutivamente, a divulgação se tornou necessária, mas com tantos outros blogs bons e inovadores, porque e como alguém iria entrar no seu blog ? Foi inaugurado o spam literário.

Existem diversas formas de spam, mas sempre o interesse é o lucro, do número de visitas até o número de seguidores. Mas do que adianta ter seguidores e não ter comentários? Já vi blogs com layout e design horríveis com mais de três mil seguidores.

Mas, e a concorrência?

Como num ciclo vicioso, os que são contra o spam também fazem spam, sim, irei tentar explicar melhor.

Os blogs que fazem spam ganham centenas de seguidores por mês, enquanto os que não fazem spam pouquíssimos, então os que não faziam spam se veem na obrigação da divulgação forçada. E quem tem a perder com isso é o leitor e o blogueiro. O leitor por não poder ter suas próprias leituras em paz, e o blogueiro por ao mesmo tempo em que traz novos leitores, afasta a pequena massa que comenta.

Não posso dizer que o spam é ruim, nem que é bom, pois não sejamos hipócritas, pouquíssimos blogs não fizeram spams algum dia sequer. Eu mesmo fazia.

Acho que o ideal para o blog é equilibrar a divulgação com a inovação, com estes o blog consegue atrair novos visitantes com a divulgação, atrair visitantes para quem ele não divulgou, e manter os leitores e comentários mais antigos.

Um blog se resume a esta palavra equilíbrio. Qualquer polêmica sobre blogs literários esta é a resposta, equilíbrio.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Informa Livros #3

Postado por Livreiro às 17:40 1 comentários
    Olá, no Informa Livros de hoje, teremos um livro difrente, mais puxado para o sobrenatural, o primeiro livro da série Caça-Feitiços.
   
Sinopse:  Thomas Ward é o sétimo filho de um sétimo filho e se tornou aprendiz do Caça-Feitiço. A missão é árdua, o Caça-Feitiço é um homem frio e distante, e muitos aprendizes já fracassaram. De alguma forma, Thomas terá de aprender a exorcizar fantasmas, deter feiticeiras e amansar ogros. Quando, porém, é enganado e cai na armadilha de libertar Mãe Malkin, a feiticeira mais malévola do Condado, tem início o horror.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Os Herdeiros dos Titãs #Resenha Interativa

Postado por Livreiro às 15:46 5 comentários

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Minha Opinião #2

Postado por Livreiro às 22:05 12 comentários
 Como de praxe, quem cria um blog literário já anda maluco por seguidores: “segue meu blog” aqui, “segue meu blog” ali... A prioridade é simplesmente o verbo seguir – tanto é que em alguns murais do Skoob, o termo aparece em negrito ou caixa alta! Isso porque é preferível uma pessoa seguir um blog a visitar e deixar um comentário. Você pode até olhar feio para este fato, mas também pensa ou já pensou assim. Essa ‘sede de seguidores’ acontece com qualquer um que cria um blog literário, não adianta negar.
  Quando se põe um blog na internet, tem que dar o endereço ao maior número de pessoas. O fluxo constante de gente interessada nas postagens é que mantém a página em andamento e dá graça a coisa toda porque, normalmente, um blog sem visitas é o mesmo que um livro parado na prateleira.               Mas a verdade é que os blogueiros dão o endereço e o blog todo! Tentam se ajustar ao leitor e se adaptar ao consumidor em massa oferecendo o que parece ser interesse da maioria. Por isso promovem as delícias, os atrativos e o entretenimento da literatura comercial já sustentada pela publicidade. É uma procura por IBOPE e também, de certa forma, por imagem.
  Percebemos isso quando notamos os blogs por aí suspirando pela modinha. É raro encontrar pelo menos uma nota de rodapé para aqueles livros inesquecíveis dos tempos de neoleitor (vagalume, para ficar com um exemplo célebre). Ao que parece, resenhar um livro infanto-juvenil “fútil” – desses que você encontra na biblioteca pública da esquina – enquanto os outros exibem e se exibem com os lançamentos da hora, acaba por manchar a reputação.
  Pois é mano. O conceito de blog literário hoje está desviado. A idéia agora é status, ser celebridade na internet. Quem corre atrás dos números os alcança rapidinho, mas logo se vê sem capacidade de manter a freqüência dos “posts úteis” e, então, fazem qualquer coisa para não perder a confiança do leitor (mas isso é assunto para outro artigo, em breve).
  E é por isso que os blogs são tão semelhantes. Tudo cópia – se brincar, até o formulário de contato é copiado. Mas o que realmente importa é o conteúdo, o estilo e é isso que falta nos blogs literários. Podemos conquistar os números, mas também há que se pensar num estilo próprio. Tem que se destacar, se diferenciar. Tem que se IN-DI-VI-DU-A-LI-ZAR sem medo que os seguidores e os comentários corram pelo ralo, caso abandone a imagem vendável e assuma o seu eu verdadeiro. Afinal, é nos tempos de maré baixa que a gente vê quem tá nadando pelado!
  Então é isso: blogueiros, fala sério né! Postem o que gostam, não o que acham que vai ser popular.


Obs: Havia prometido na Minha Opinião anterior, que esse post seria sobre os spams, porém o colunista (Noah) do blog escreveu esse texto que eu achei simplesmente íncrivel. O link do blog dele é Braunne.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Informa Livros #2

Postado por Livreiro às 21:28 5 comentários
Olá, no Informa Livros de hoje teremos um livro pouquíssimo conhecido, O Portal do Corvo.

Sinopse: Depois de ir preso e ser obrigado a integrar um projeto de recuperação para menores infratores, Matt vai morar em Yorkshire, na Inglaterra. Lá, ele descobre um terrível segredo: adoradores do mal querem trazer de volta ao mundo demônios banidos, no passado, por cinco crianças. Matt tentará detê-los, mas está sozinho nesta aventura - todos os que tentam ajudá-lo acabam mortos.


 Obs: Esse é o primeiro livro de um autor internacional chamado Anthony Horowitz de origem britânica. No próximo Informa Livros, um livro brasileiro.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Trecho da Semana #6

Postado por Livreiro às 17:57 3 comentários
  Mesmo em maior número, não dispunham das armas dos telapuros, que tinham tido poucas baixas até então. Muitos dos homens, ao verem seus amigos feridos no chão, alguns sem braços, outros com as tripas expostas, fugiram, desesperados. De fato, não podiam morrer ali.Tinham sonhos, famílias, amores. Uma vida a ser vivida.

Retirado da página 45 - Os Herdeiros dos Titãs
 

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