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sábado, 13 de outubro de 2012

Entrevista com o autor

Postado por Pamela Moreno Santiago às 00:03 0 comentários

Bom dia pessoal. Hoje trago a mais nova coluna do blog, sobre entrevistas com autores, blogueiros. Para estreá-la, trago a entrevista realizada com Simone O. Marques, nova parceira do blog e autora dos livros Agridoce,Paganus e Os Deuses do Mar. Vamos conferir?


DDL: Quando e como ocorreu o "despertar" para você começar a escrever?
Simone: Meu despertar aconteceu em fevereiro de 2007, depois de um sonho que tive. Quando acordei me senti motivada a tentar descrever o sonho em seus detalhes. Escrevi umas vinte páginas e, quando as li, vi ali uma história que poderia ser muito mais. Resolvi desenvolvê-la e, em oito meses, tinha uma saga com cinco livros e três contos escritos. 

DDL: Quais são seus projetos atuais?
Simone: Hoje, além de alguns contos para antologias para as quais fui convidada e da criação de argumento para uma HQ, estou trabalhando para tentar a publicação diferenciada da minha série Crônicas do Reino do Portal. 

DDL: Fale-nos sobre seus livros publicados e os que ainda serão lançados. 
Simone: De 2007 até hoje tenho sete livros que foram publicados. Atualmente são 3 livros que estão no mercado: Paganus (é a reedição do livro Gênese Pagã de 2008, com editora, capa e diagramações novas, além de um prólogo e cerca de 100 páginas extras); Agridoce (é a reedição pela Modo do livro que foi lançado em 2010 por outra editora, capa e diagramação novas também) e Marina e os tesouros da Tribo de Dana - Os Deuses do Mar (livro de fantasia juvenil, o primeiro de uma série).
Para o ano que vem, teremos: Beltane (sequência de Paganus), Cítrico (sequência de Agridoce) e Marina e os tesouros da tribo de Dana - Fadas e Druidas, além das Crônicas do Reino do Portal - O enigma da adormecida. 

DDL: De acordo com o que você vivenciou na procura de uma editora para a publicação de seus livros, há espaço para novos escritores no Brasil? Como isso se dá, de maneira simples ou a luta é árdua e constante?
Simone: Nossa... é uma luta árdua e constante. Não é fácil não para novos escritores brasileiros que têm que concorrer com as obras estrangeiras em muitos sentidos. Um dos entraves é superar a valorização que as grandes editoras dão às obras estrangeiras, que representam ganhos garantidos, e o desdém com que tratam obras de novos autores nacionais. Outro entrave é convencer os leitores que preferem obras estrangeiras, por piores que elas sejam, a experimentarem livros de autores nacionais.
Há hoje espaço para novas publicações em pequenas editoras e sob demanda,neste meio há livros terríveis, sem dúvida, mas também há coisas muito boas que precisam ser descobertas pelos leitores, mas seu alcance está longe de ser satisfatório.
Uma frase recorrente de editoras médias e grandes: Não aceitamos originais não solicitados.
Eu me pergunto: como irão solicitar seu original se não te dão a chance de mostrá-los? 
Enfim... é um caminho de pedras, sem dúvida.

DDL: Qual é o papel do blogueiro nesta jornada?
Simone: Os blogues têm ajudado muito num aspecto essencial para que o público conheça novas obras: divulgação. 
Divulgar é a grande dificuldade dos novos autores, pois é uma busca por um público que olha enviesado para suas obras. Os blogues têm cooperado com essa divulgação, com suas resenhas e análises, dando a chance dos autores se apresentarem e a oportunidade dos leitores os conhecerem. 

DDL: Deixe um recado aos novos escritores que estão no início desta caminhada e aos leitores, que admiram a literatura nacional contemporânea. 
Simone: Para os novos escritores: Faça um trabalho de qualidade, preocupe-se em apresentar um material que o promova e que motive os leitores a quererem mais, mostrando quão boa pode ser a nova literatura nacional. Há obstáculos, mas não desista, pois a luta faz parte do caminho do autor. Para os leitores que admiram a literatura nacional contemporânea: Muito, muito obrigada. =)


Postado originalmente no blog O Diário do Leitor

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Entrevista com W. Donadon #Especial

Postado por Anônimo às 16:03 2 comentários

Olá leitores, vamos a mais uma entrevista com o autor do livro A Lenda de Hogni, o qual o link da resenha está lá embaixo. Vamos às respostas e perguntas que tratam esta entrevista.


— Por favor, explique um pouco mais sobre seu livro e carreira. 

  Bem, eu me lancei agora... Meio difícil falar de carreira quando mal comecei a minha, mas vou tentar. Comecei a escrever (oficialmente) com 16 anos. Não é uma tarefa fácil, admito, é preciso dedicação e tempo e inspiração constantes. Meu livro foi completado em um ano, mas creio que, hoje em dia, se priorizasse escrever o terminaria em menos tempo (são meus planos para o segundo volume: terminar mais rápido). Agora estou divulgando o livro pelos meios que consigo e esperando para ver no que dá. 

— Muitos dizem que o Brasil não é um país de leitores, e que, embora tenhamos muitos escritores bons, poucos conseguem ter seu livro publicado. Você pode explicar-nos por quê. 

  Acho eu que porque a literatura não é incentivada. Nas escolas apenas, mas lá são "obrigados" a ler livros como Guimarães Rosa e José de Alencar cujos assuntos abordados não são de interesses adolescentes. Se dentro de casa os pais não incentivam e na escola obrigam a ler livros desinteressantes, o adolescente cria uma certa repulsa à leitura. Relembrando: minha opinião. Outro ponto é a preguiça. Muito mais fácil assistir o filme que ler o livro, né? Enfim. Quanto aos bons autores não publicados: são poucas as editoras brasileiras que investem em novos autores. Não têm confiança, por serem estreantes e preferem não arriscar. Mais seguro comprar os direitos de um best-seller internacional e traduzi-lo para venda nacional do que injetar dinheiro num autor que pode não dar retorno. 

— No ramo da escrita, como ir além na divulgação? 

  No campo de divulgação acredito que tentar coisas diferentes é o mais certo, pois ajuda a fixar o nome do livro na cabeça dos leitores. Entretanto a tradicional entrevista e resenha é sempre bom, pois atinge apenas o público interessado. 

— Deixe uma mensagem qualquer, não importa se é no ramo da escrita, ou do sucesso, ou etc...

  Pode ser a tradicional: faça o que gosta e fará bem feito gostado de fazer? hausha' Eu amo escrever. Não sei se faço direito (espero que sim) e por isso continuo nesse ramo. Acredito que fazer algo que gosta é a melhor coisa. 



Link da resenha do livro A Lenda de Hogni: A Lenda de Hogni - Resenha Interativa

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Entrevista com o Autor #2

Postado por Anônimo às 11:57 3 comentários
Nossa segunda entrevista com o autor G. Norris, autor do livro As Crônicas dos Senhores de Castelo, junto de seu amigo G. Brasman ( que deu uns pitacos, na entrevista, já fizemos uma entrevista com ele também). Obrigado, por essa gentileza. Então é isso aí, aproximando cada dia mais leitores e autores. Vamos a entrevista:


Com que idade você começou a escrever e o que lhe motivou para iniciar a escrita de um livro?

Escrevo contos há um bom tempo, desde a adolescência. O que motivou a escrever foi mais a vontade de ler mais ficção fantástica, novas histórias e coisas diferentes.

  No livro Senhores do Castelo como surgiram tantas personagens?

Nunca me preocupei com a quantidade de personagens, mas sim com o que cada um deles agregaria na história. Como o Brasman falou, a coisa fui naturalmente. No livro II, tem dois personagens que gosto muito e que apareceram porque a história precisava deles. Assim, fica fácil, né?

 Qual a personagem que mais lhe cativa na sua obra?

 Eu gosto muito do Kullat e do Thagir. Principalmente da amizade entre eles. São poderosos, sábios e divertidos (o Kullat, com certeza). Heróis definidos, lendas do Multiverso, são eles que me inspiram mais.

Qual a sensação de ter seu livro publicado e ter sido um dos maiores sucessos de venda juvenis do Brasil?

Realmente um grande desafio. Eu sinto que temos muito ainda a fazer, mas que estamos no caminho certo.

Que livro atualmente, você indica para leitura?

 Ira dos Dragões é um dos melhores livros que li de ficção fantástica. Além dos já citados pelo Brasman, indico também coletâneas de Contos do Flavio Moreira da Costa, a serie A Torre Negra do Stephen King e qualquer coletânea do Calvin & Hobbies, de Bill Watterson (meu livro de cabeceira rs).

 
 Além das Crônicas dos Senhores de Castelo ( e suas continuações ), você tem planos para outros livros?

Temos sim, mas os Senhores de Castelo são realmente o foco agora. Mas no livro II vocês poderão ter um gostinho a mais (sem spoilers hehehe. Aguardem.

 Como foi o processo para achar uma editora que publicasse seu livro?

Suado é a palavra correta. Avaliamos todas as alternativas possíveis, desde auto-publicação, livro sob demanda, importação, parceria, virtual ... enfim, todas mesmo. Mas como achávamos o projeto muito bom, continuamos a procurar pessoas que acreditassem no Multiverso assim como nós. Até que um dia um editor nos contatou e quis investir no nosso trabalho. Daí para frente, a história é conhecida: o livro teve uma excelente receptividade e , em menos de um ano, fomos convidados a fazer parceria com a maior editora da América Latina.

Você gostaria que seu livro virasse filme, ou acha que o cinema brasileiro não iria conseguir passar ao telespectador a intensidade da sua obra?

Realmente não conheço nenhuma produtora brasileira que pudesse dar forma ao filme como imaginamos, por sem uma obra muito rica em efeitos especiais. Mas estamos animados com a possibilidade de uma animação.
 Você poderia deixar ao menos uma frase do novo livro que você está escrevendo?
Eu vou dar mais um spoiler rápido, lembrando que o Brasman deu outro na entrevista anterior.  ”...antes que Kullat pudesse ajudar, uma rajada violeta atravessou seu corpo, rasgando sua roupa e causando dores horríveis.  Mesmo seu manto espectral, capaz de protegê-lo de grandes ataques, estava em retalhos.....” ...  Curiosos? Acreditem, isso é a ponta do iceberg hehehe.

Você estará na bienal de São Paulo em 2012?

Com certeza! Estaremos lá sim.

 Qual dica você deixaria ao leitor que pensa ou está criando um livro?

É isso aí. E quando falarem que seu texto é ruim, escreva mais e mais. Não desista.

 Obrigado por conceder a entrevista e pela atenção dada a esse garoto que ama incondicionalmente os livros. São autores como você que conseguem aproximar cada vez mais autores e leitores. Sucesso sempre.

Valeu mesmo. Esperamos os emails de vocês. Algumas coisas do Livro II foram baseadasno feedback que recebemos de vocês, por isso, escrevam, opinem, sempre que quisserem. Forte abraço a todos.                                                         

 Att. G. Pedro

terça-feira, 5 de julho de 2011

Entrevista com o Autor #1

Postado por Anônimo às 12:03 1 comentários

  
G. Brasman, autor do livro As Crônicas dos Senhores do Castelo, junto com G. Norris, nos concedeu uma entrevista, nossa primeira entrevista. Autor de um dos livros mais famosos da literatura moderna brasileira. Obrigado Brasman.




 Com que idade você começou a escrever e o que lhe motivou para iniciar a escrita de um livro?
Comecei a escrever aos 5 anos, quando fui alfabetizado ... brincadeira! Comecei a escrever "literatura" por volta dos 12 anos, ainda na escola, por que gostava muito de histórias fora do comum e, depois de ler alguns livros como Robson Crusoé e Eu Robô, senti uma vontade louca de escrever algo diferente. Então comecei a brincar de criar histórias. 

 No livro Senhores do Castelo como surgiram tantas personagens?
Tudo nos Senhores de Castelo surge conforme a necessidade da história. Algumas personagens são importantes para a história toda (como o Kullat por exemplo). Outros são necessários em algum momento específico, como Paes e Eses. O interessante é que a coisa flui naturalmente, sem que precisemos forçar nada.

 Qual a personagem que mais lhe cativa na sua obra?
Como autor, há vários personagens que temos um carinho maior. Outros, são criados pensando em alguém ou em uma situação. Especificamente do livro I, eu gostei do Zíngaro. Foi algo que surgiu de um desafio e ficou maneiríssimo. Dá até vontade de escrever mais sobre eles. 

 Qual a sensação de ter seu livro publicado e ter sido um dos maiores sucessos de venda juvenis do Brasil?
Sensação de que o primeiro passo foi vencido. Ser publicado no Brasil, atualmente, é um grande desafio. E ser sucesso de público é aqui neste país é um privilégio para poucos. Felizmente o livro I dos Senhores de Castelo é um sucesso, o que nos dá base para os próximos passos: continuação da saga e lanlamento de outros projetos do Multiverso Expandido, como os "Blogs do Multiverso" e o "1º Desafio de Contos do Multiverso" (no site www.srcastelo.com tem mais informações).

 Que livro atualmente, você indica para leitura?
Eu gostei de vários: a Ira dos Dragões é brasileiro e tem ilustrações do desenhista oficial do Senho dos Anéis (show!). Tem também o Vale dos Anjos do Schulai (outro brasileiro que tem futuro na literatura nacional). Gosto bastante de ficções juvenis, como Sou o Número 4, Percy Jackson e Harry Potter. Mas também gosto dos clássicos do Isaac Asimov.

 Além das Crônicas dos Senhores de Castelo ( e suas continuações ), você tem planos para outros livros?
Vixi! Que bom seria se tivéssemos tempo para tantas coisas que queremos contar. Temos vários projetinhos na gaveta. Mas por enquanto, o foco são os Senhores de Castelo.

 Como foi o processo para achar uma editora que publicasse seu livro?
Suado é a palavra correta. Avaliamos todas as alternativas possíveis, desde auto-publicação, livro sob demanda, importação, parceria, virtual ... enfim, todas mesmo. Mas como achávamos o projeto muito bom, continuamos a procurar pessoas que acreditassem no Multiverso assim como nós. Até que um dia um editor nos contatou e quis investir no nosso trabalho. Daí para frente, a história é conhecida: o livro teve uma excelente receptividade e , em menos de um ano, fomos convidados a fazer parceria com a maior editora da América Latina.

 Você gostaria que seu livro virasse filme, ou acha que o cinema brasileiro não iria conseguir passar ao telespectador a intensidade da sua obra?
Atualmente não conheço nenhuma produtora que tenha condições, técnicas e financeiras, para conseguir reproduzir o que imaginamos em formato de filme. Por isto, estamos buscando uma parceria com alguma empresa que queira se unir a nós em um projeto de animação, onde com certeza, conseguiríamos atingir um grau de qualidade necessário.

 Você poderia deixar ao menos uma frase do novo livro que você está escrevendo?
Ahhhh SPOILER então? Aí vai um pedacinho: "Há milênios os túneis e cavernas daquele complexo de vulcões são utilizados como seu ninho, onde centenas de animais protegem sua única rainha. Como ela coloca apenas um ou dois ovos a cada século,..." tcham tcham tcham tcham ... por ora não abro mais minha boca virtual rsrsrs

 Você estará na bienal de São Paulo em 2012?
Com certeza. Apesar de não ser tão perto, vou lá desde 2008! Vou, nem que seja apenas para passear!

 Qual dica você deixaria ao leitor que pensa ou está criando um livro?
Dica 1: escreva. Dica 2: escreva mais. Dica 3: se quiser publicar, corra atrás! Pode ser difícil, mas não é impossível!

 Obrigado por conceder a entrevista e pela atenção dada a esse garoto que ama incondicionalmente os livros. São autores como você que conseguem aproximar cada vez mais autores e leitores. Sucesso sempre.
Eu que agradeço pelo contato. São pessoas como você que nos fazem ser o que somos. E, além do mais, adoramos trocar idéias com os leitores e, sempre que podemos, respondemos aos emails/twitters. Se alguém quiser pode nos achar em contato@srcastelo.com ou no twitter: @GBrasman @G_Norris. Abraços!

                                                                        Att.  G.Pedro
 

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