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domingo, 20 de janeiro de 2013

Resenha: O Beijo das Sombras

Postado por Pamela Moreno Santiago às 12:52 1 comentários



O Beijo das Sombras – Volume 1 da série Academia de Vampiros
Autora: Richelle Mead
Editora: Nova Fronteira
Nota:

Sinopse: Lissa Dragomir é uma adolescente especial, por várias razões: ela é a princesa de uma família real muito importante na sociedade de vampiros conhecidos como Moroi. Por causa desse status, Lissa atrai a amizade dos alunos Moroi mais populares na escola em que estuda, a São Vladimir. Sua melhor amiga, no entanto, não carrega consigo o mesmo prestígio: meio vampira, meio humana, Rose Hathaway é uma Dampira cuja missão é se tornar uma guardiã e proteger Lissa dos Strigoi - os poderosos vampiros que se corromperam e precisam do sangue Moroi para manter sua imortalidade.
Pressentindo que algo muito ruim vai acontecer com Lissa se continuarem na São Vladimir, Rose decide que elas devem fugir dali e viver escondidas entre os humanos. O risco de um ataque dos Strigoi é maior, mas elas passam dois anos assim, aparentemente a salvo, até finalmente serem capturadas e trazidas de volta pelos guardiões da escola.
Mas isso é só o começo. Em O beijo das sombras, Lissa e Rose retomam não apenas a rotina de estudos na São Vladimir como também o convívio com a fútil hierarquia estudantil, dividida entre aqueles que pertencem e os que não pertencem às famílias reais de vampiros. São obrigadas a relembrar as causas de sua fuga e a enfrentar suas temíveis consequências. E, quem sabe, poderão encontrar um par romântico aqui e outro ali. Mais importante, Rose descobre por que Lissa é assim tão especial: que poderes se escondem por trás de seu doce e inocente olhar?
Richelle Mead dá uma nova face à literatura vampiresca com este romance: mais ácida, apimentada e inteligente do que nunca, a saga dos Moroi e seus guardiões surpreende pelas reviravoltas e pela ousadia desses cativantes personagens.


            Sempre procurei comprar os livros da série Academia de Vampiros, mesmo antes de Crepúsculo. Mas o fato da história criada por Stephenie Meyer ter me decepcionado fez com que adiasse qualquer livro que tratasse do assunto. Foi com a leitura de O Punhal que esta vontade voltou e não pude deixar de aproveitar a promoção do Submarino em que você comprava três livros e pagava por dois. E o valor deste foi surpreendente: R$12,90 apenas.
            No começo, a história da Moroi Lissa era fraca, sem sal. Demorei até encontrar no livro um ponto positivo que me fizesse passar horas lendo. E isso aconteceu quando estava quase na metade. A partir daí a leitura se tornou mais prazerosa. E confesso: queria um Dimitri em minha vida. Ô homem de verdade, rs. O sentimento que Rose nutre por ele por vezes é retribuído, mesmo que de maneira inconsciente e recatada.
            Gostei muito de ler o primeiro livro da série, e fiquei deveras curiosa pelo segundo, principalmente pelo desfecho da obra.
            No Brasil, foram publicados os cinco primeiros volumes, sendo o último lançado no início deste ano. Todos pela editora Nova Fronteira, seguindo esta ordem:


- O Beijo das Sombras;
- Aura Negra;
- Tocada pelas Sombras;
- Promessa de Sangue;
- Laços do Espírito.


             Mal vejo a hora de começar o segundo livro (assim que adquirir-lo)! E fica super indicado para aqueles que gostem de suspense, romance, sangue e claro, vampiros!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Resenha: Estilhaça-me, por Tahereh Mafi

Postado por Pamela Moreno Santiago às 20:42 2 comentários



Estilhaça-me
Autora: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Nota: 

Sinopse: Juliette não toca alguém há exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.

Resenha


            Desde o início, percebi através das características da personagem, que ela se assemelhava a um personagem que existe em X-Men, mais precisamente a “Vampira”, que absorve os poderes de outros “mutantes”. Esse fato se consagrou nas últimas páginas:

Na realidade, é inesperadamente fácil vesti-lo ... como se ele fosse desenhado para o meu corpo. Há um forro embutido onde devam estar as roupas íntimas, suporte extra para o meu peito, um colarinho que vai até meu pescoço, mangas que tocam meus pulsos, pernas que tocam meus tornozelos, um zíper que liga tudo. É do mais vivo tom de roxo; justo, mas de modo nenhum apertado. Ele permite respirar, e é extraordinariamente confortável.
[...]
- Não – sussurra ele, quente quente quente contra os meus lábios. – Você parece um super-herói.
[página 299 - capítulo 50]

            A escrita de Tahereh é doce, e bem típica para uma adolescente de 17 anos. Afinal, a história da vida de Juliette é narrada por ela mesma. Durante a narrativa, diversos trechos são repetidos sequencialmente, e outros mais são cortados ao meio, como aparece na capa e contra-capa.

O livro é muito bem estruturado e a diagramação interna é impecável. A cada capítulo, além da numeração, há um jogo de estilhaços.
Quanto à história, o envolvimento inicial de Juliette e Adam não dá indícios de que o rumo se daria daquela maneira. Mas fiquei deliciada como se tornou a história a partir de então. O amor e capaz de surgir mesmo em dias de luta.
Já a relação de poder de Warner sobre ela, a fazendo refletir e chegar até a achar que era um monstro me deixou com um baita ódio.
Espero ansiosamente a continuação!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O Nome do Vento #Resenha

Postado por O Livreiro² às 13:54 4 comentários
   Acomode-se, caro amigo! Encontre um bom lugar nessa taberna modesta - porém limpa - encha seu copo com um adocicado hidromel, ou quem sabe um licor de amora, deixe as donzelas de lado por um momento - ainda que seja difícil realizar tal feito - e prenda sua atenção em nossa única atração: o vento.
     Faça bons amigos, ouça a música, deixe que o dedilhar do alaúde te guie por essa aventura. ConheçaKvothe, o filho de uma trupe, mágico, sábio e tolo ruivo que aprendeu de formas interessantes o valor que se pode ter um amigo, um inimigo... E uma linda garota cuja beleza é tão perigosa quanto o canto de uma sereia.


http://www.editoraarqueiro.com.br/upload/livros/Nome_do_vento_SITE.jpg
Título: O Nome do Vento
Autor: Patrick Rothfuss
Editora: Arqueiro
 
Sinopse: Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.


  Quando comecei a ler esse livro, descobri que são poucas as histórias de hoje que conseguem me prender dessa forma. Obrigado, editora Arqueiro. O livro é extraordinário!


"Meu nome é Kvothe, com pronúncia semelhante à de 'Kuouth'. Os nomes são importantes, porque dizem muito sobre as pessoas. Já tive mais nomes do que alguém tem o direito de possuir."
Capítulo 7, Página 58


  Nomes. Tudo tem um nome e, se chamado da maneira certa, obedecerá à sua voz. Assim começou a aventura de Kvothe, um menino sábio que, um dia, apaixonou-se pela força do vento, e desde então desejou ser um Arcanista.
  Kvothe recebeu, depois de muita insistência, um cronista que viera de longe conhecer o famoso Matador do Rei. Até aquele dia, o jovem ruivo escondia sua identidade sob a forma de Kote, o dono da hospedaria Marco do Percurso e admirador da arte. Ao lado de seu aluno Bast, mantinha segura sua identidade, mas seu passado era conhecido, ao menos em partes, pelo Cronista.
  Kvothe, depois de muito pensar, decidiu contar sua história ao hóspede. Três dias, era tudo o que precisava para narrar sua história. No primeiro dia, O Nome do Vento seria contado. 

 O pequeno Kvothe viajava com seus pais e a trupe Edena Ruh, um grupo de artistas, músicos, malabaristas - uma espécie de circo itinerante financiados por um respitado mecenas, Lorde Greyfalla. O menino curioso de cabelos ruivos aprendeu cedo a tocar um alaúde, era inteligente e conhecia inúmeras peças teatrais. Era uma pérola, uma raridade sob a forma de uma criança de onze anos.
  Em uma de suas jornadas ao lado da trupe, ele conheceu Abenthy, um arcanista conhecedor de muitas ciências e admirador da arte. Ben, como era chamado, tornou-se rapidamente amigo de Kvothe e, com isso, passou a viajar ao lado da trupe, arranjando os efeitos visuais através de suas habilidades em química. O químico contou ao menino sobre a Universidade Arcanum, ensinou-o sobre os elementos minerais, o Alar, simpatias e outros talentos que envolviam magia. Ben enxergava no garotinho viajante uma mente rara e brilhante, capaz de aprender tudo em uma velocidade assustadora. Assim Kvothe tornou-se aprendiz do arcanista.
 Mas as amizades numa trupe podem durar pouco. Ben, certo dia, precisou abandonar o grupo, mas conversou com os pais de Kvothe antes, na tentativa de convencê-los a levar o menino à universidade. Após a despedida, a trupe seguiu sua direção. O menino ruivo sentiria saudades, mas sua dor estava longe de acabar.
  Em uma das paradas, o acampamento da trupe fora atacado por um grupo perigoso, o Chandriano. Para muitos, era apenas uma lenda. Mas Kvothe, naquela noite, descobriu ser verdade, um pesadelo tão vivo quanto ele próprio. O fogo azul, a madeira podre, mortes, tudo era sinal de que o Chandriano estava por perto, aparição essa que o separou de sua gente, sua família. Esse encontro causaria no jovem Edena Ruh um desejo de vingança que o acompanharia como sua própria sombra.

   Kvothe, após seu encontro com Os Sete (ou Chandriano), passou dia após dia em grande dor, sofrendo o abandono, a violência de uma sociedade que não era capaz de enxergar no menino nada além de roupas esfarrapadas e cabelos sujos demais. O menino cresceu em uma grande cidade turbulenta, Tarbean, e fez amigos e inimigos, aprendeu a roubar, mentir, a se defender. Mas sua mente nunca deixara de lado a ideia de ser um arcanista, como seu tutor Abenthy.
  Seus esforços o levaram à Universidade Arcanum. Lidando com a pobreza de forma bastante criativa, Kvothe conheceu bons amigos, ganhou a simpatia de muitos, mas comprou briga com Ambrose, um aluno rico e perigoso, além de despertar o ódio em um dos professores.
  Não apenas isso. Anos depois reencontrou uma garota que conhecera em uma de suas viagens anteriores. A menina despertou no garoto um amor secreto, tênue porém duradouro. Logo, ela ocuparia a mente do jovem ruivo, e isso poderia ser o suficiente para lhe trazer um bocado de problemas.
  Na busca pelo conhecimento e vingança, Kvothe vai desbravar um mundo completamente novo, mas que se mostra cada vez mais receptivo à mente brilhante de um Edena Ruh com inclinações para  magia.
    

     "- Deixe-me dizer uma coisa antes de começar. Já contei histórias no passado, pintei quadros com palavras, contei mentiras terríveis e verdades ainda piores. Certa vez toquei as cores para um cego. Passei sete horas tocando, mas, no fim, ele disse que conseguia vê-las: o verde, o vermelho e o dourado. Acho que aquilo foi mais fácil do que isto. Tentar fazer com que vocês entendam, sem nada além de palavras. Vocês nunca a viram, nunca ouviram sua voz. Não têm como saber."
Capítulo 48, Página 313


  Assim Kvothe descreve sua amada, e assim descrevo o que senti por essa história. Um universo fantasioso capaz de te desagradar, provocar e encantar. E, em inúmeras vezes, você se vê rindo e chorando ao lado de Kvothe, torcendo por ele, e contra todos os seus inimigos.
  A narração é rica, com detalhes necessários no momento certo. Existe uma alternação em alguns momentos. Predominantemente, a história é escrita em primeira pessoa, narrada pelo próprio Kvothe. Em outros momentos, é escrita em terceira pessoa, o que dá um ar original e permite ao leitor assumir várias posições ao acompanhar as aventuras do Matador do Rei. A diagramação do livro é excelente e, embora tenha um ou outro erro de impressão, isso não é o suficiente para apagar a marca que Patrick Rothfuss irá deixar em você depois de ler.
  O Nome do Vento não precisa de mim para dizer que a história é excelente. Com uma narração fluida e envolvente, personagens humanos e capazes de despertar tudo em nós, da simpatia à aversão; do amor ao ódio. Rothfuss é, oficialmente, um dos melhores escritores que já li até hoje e, com certeza, a Crônica do Matador do Rei é extraordinária, nos levando ao sentimento provocado pela música, aos vilarejos atrasados e supersticiosos e, até mesmo, aos dragões vegetarianos.
  Se, em algum momento, você pensar que a história está se tornando cansativa, não se engane. Kvothe tem esse jeito de entediar o leitor quando ele mesmo está entediado. Mas suas aventuras seriam capazes de te manter acordado uma madrugada inteira, só pra saber se seu grando amor, afinal, será sua prometida ao fim do primeiro dia.

 Nada como uma boa leitura, fantástica e irreverente. Dramática e engraçada de ponta a ponta! Leiam, apreciem cada capítulo. Meu único arrependimento é de não ter lido esse livro antes xD
Ótima leitura, pessoal! Fiquem na Paz!

 Resenha de Inspirados, por Pedro Almada.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Resenha: As Flores do Mal

Postado por Pamela Moreno Santiago às 22:59 0 comentários

As Flores do Mal
Autor: Charles Baudelaire
Editora: Martin Claret
Nota: 5/5

Sinopse: O poeta crítico francês Baudelaire inventou uma nova estratégia da linguagem, incorporando a matéria da realidade grotesca à linguagem sublimada do romantismo, criando, dessa maneira, a poesia moderna. Sua obra-prima é o livro As Flores do Mal, cujos poemas mais antigos datam de 1841. Além de celeuma judicial, o livro despertou hostilidades na imprensa e foi julgado, na época, imoral.



            Através de versos metrificados e rimados, típicos do Parnasianismo, Charles Baudelaire escreve a obra As Flores do Mal. Os temas dos poemas vão desde o sublime, ao indecoroso. Sua primeira edição foi em 1857, e a segunda em 1861. Após a publicação da primeira edição, os seis conjuntos de poemas delimitados abaixo tiveram de ser retirados da obra, como forma de censura:

            - Lesbos
            - As joias
            - O Letes
            - A que está alegre
            - Mulheres condenadas
            - As metamorfoses do vampiro

            E depois de lê-los, descobri o porque foram cortados e somente recolocados em versões mais atuais. O próprio nome do poema “Lesbos” traz a simbologia que dá origem a palavra lesbianismo.
            Já havia estudado Charles Baudelaire na faculdade, quando estudei a segunda geração romântica, pois foi origem e inspiração de autores, como Álvares de Azevedo.
            É indicado para todos que gostam de poesia na sua mais pura realização.

"Lesbos, terra das quentes noites voluptuosas,

Onde, diante do espelho, ó volúpia maldita!

Donzelas de ermo olhar, dos corpos amorosas,
Roçam de leve o tenro pomo que as excita;
Lesbos, terra das quentes noites voluptuosas,"


                                                                                            [trecho extraído de "Lesbos".]

domingo, 6 de janeiro de 2013

Resenha: Bruxas, Bruxos e os feitiços mais cruéis que se podem imaginar

Postado por Pamela Moreno Santiago às 22:26 2 comentários


Bruxas, Bruxos e os feitiços mais cruéis que se podem imaginar
Tradução por: Vilma Maria da Silva; Inês A. Lohbauer
Seleção de: Joseph Jacobs
Editora: Martin Claret
Nota: 5/5


Sinopse: Este livro apresenta ao leitor 10 contos sobre bruxas, bruxos e seus feitiços. São contos da cultura celta que foram recolhidos da tradição oral e recontados por Joseph Jacobs.



Tive o prazer de receber em casa a cortesia da Editora Martin Claret, a qual consegui esplendorosa parceria neste finzinho de ano. Pude também escolher o título que receberia, e escolhi este, que aborda os contos de fadas celtas, mais especificamente sobre bruxos e bruxas, pois a capa e a sinopse me encantaram.
Fiquei receosa ao recebê-lo, pois não sabia ao certo se gostaria mesmo do conteúdo do livro, mas assim que comecei a lê-lo, pude perceber que a história fluiu naturalmente, com palavras simples e enredo contínuo.
O livro tem cerca de 133 páginas e uma introdução cujo título me instigou muito: Por que ler contos de fada , escrito por Taís Gasparetti. Realmente, é uma pergunta feita por muitos quando os filhos são pequenos, por exemplo. Creio que os contos de fada fazem parte de um patrimônio histórico compartilhado por todo o mundo, por isso sua existência não pode ter um fim.
Ainda acerca da composição do livro, são dez contos celtas, que abordam sempre o uso de feitiços e magia, nem sempre de forma positiva. Em todos os contos, a ilustração não foi perdida, havendo sempre uma representação em forma de desenho sobre o que se está falando.
Foi um livro que gostei bastante de ler e me prendeu muito. O tamanho ajudou bastante, pois livros muito grandes tem a tendência de se tornarem chatos com o passar das páginas e da história, se o autor não souber manter as expectativas sobre os fatos.
Este é o segundo livro lançado sobre a coleção Contos de fadas: Celtas. O primeiro foiPrincesas e damas encantadas e os próximos serão Heróis muito espertos e Duendes, gigantes e outros seres mágicos.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O Pistoleiro #Resenha

Postado por Anônimo às 10:52 9 comentários

 Meu primeiro livro de Stephen King e tenho que falar algo. Mas o que falar de um livro onde a introdução já me conquista?

 Em um distópico futuro, somos apresentados a Roland, O Pistoleiro, que vaga pelo mundo com apenas um objetivo, matar O Homem de Preto, seu maior e único inimigo.

 A Torre Negra permanece um mistério, um portal que conecta mundos, a chave do paraíso e também a chave do inferno. Na viagem a procura desse grande mistério, Roland conhece novas pessoas, faz novas amizades, mas principalmente novos inimigos. Como o ser indecifrável e ambíguo que é, Roland está sempre envolto de mistérios e paixões, morte e sangue.

 A série de livros A Torre Negra mostra um primeiro volume indecifrável, original e encantador, Stephen King consegue bordar as primeiras pontas de uma aventura que encanta milhões de pessoas ao redor do mundo com sua narrativa cautelosa e ao mesmo tempo aventureira, agressiva e ao mesmo tempo poética.

 Como em uma receita, Stephen King vai aos poucos acrescentando os ingredientes, que resulta em um terror eletrizante. E uma batalha religiosa em nossas cabeças. Um autor que junta as tramas de uma história que, ao começo, parece aparentemente sem sentido e enlaça cuidadosamente a cabeça do leitor numa narrativa aterrorizante.

 Perfeito.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ponto de Impacto

Postado por Pamela Moreno Santiago às 14:11 2 comentários


Ponto de Impacto .
Autor: Dan Brown .
Editora: Sextante .

Sinopse: Com o objetivo de verificar a autenticidade da descoberta, a Casa Branca envia a analista de inteligência Rachel Sexton para a desolada geleira Milne. Acompanhada por uma equipe de especialistas, incluindo o carismático pesquisador Michael Tolland, Rachel se depara com indícios de uma fraude científica que ameaça abalar o planeta.
Antes que Rachel possa falar com o presidente dos Estados Unidos sobre suas suspeitas, ela e Michael são perseguidos por assassinos profissionais controlados por uma pessoa que é capaz de tudo para encobrir a verdade. Em uma fuga desesperada para salvar suas vidas, a única chance de sobrevivência para Rachel e Michael é desvendar a identidade de quem se esconde por trás de uma conspiração sem precedentes. Com fascinantes informações sobre a NASA, a comunidade de inteligência e os bastidores da política americana, sem falar na polêmica discussão sobre a possibilidade de vida extraterrestre.



Mais um livro emocionante onde a ficção se mistura com a realidade de uma forma que não conseguimos distinguir o que existe do que não existe, rico em detalhes científicos e em adrenalina.
Em meio a disputa pela presidência dos Estados Unidos entre o atual presidente: Zack Heyner e o seu adversário: senador Sedgewick Sexton, acontece uma trama elaborada por um dos principais orgãos responsáveis pela segurança nacional o NRO (National Reconnaissance Office).
O candidato Sexton, tem como principal tema de campanha, a desmoralização da NASA, a divulgação das vultuosas quantias que são gastas com suas experiências e o baixo índice de sucesso que ela obtêm.
O atual presidente Zack Herney, acredita na NASA e no poder que ela confere ao país com suas pesquisas, além de controlar tudo que se refere ao espaço, mais do que isso quer protegê-la dos investidores que gostariam de poder dividir o espaço em pedaços e vendê-los como lotes, inclusive espaços para mídia como outdoor nos lotes e merchandising em foguetes. 
Quando tudo indica que o senador vai ganhar esta eleição pois a população passou a ver a NASA com outros olhos, a descoberta de um meteorito na plataforma de gelo milne no hemisfério norte, de aproximadamente 190 milhões de anos que comprova a existência de vida no espaço, faz com que o jogo vire.  Para dar credibilidade a descoberta sem margens de refutação, o presidente convoca cinco civis para estudarem o meteorito e comprovarem sua legitimidade: três cientistas, altamente credenciados cada um na sua especialidade, Mike Tolland, um oceanógrafo apresentador de programa científico, documentário semanal de alto índice de audiência e Raquel Sexton, uma depuradora do NRO (responsável por elaborar relatórios para a Casa Branca de todos os assuntos que qualificar como importantes)que estrategicamente foi chamada por ser filha do senador Sexton, rival do presidente.  Depois de todos darem seu aval e concordarem que é a descoberta do século, o presidente vai a público em cadeia nacional e emociona todos os americanos.  O problema é que surgiu uma dúvida entre os civis e quando eles vão á fundo para tentar desvendá-la, começam á ser caçados e assassinados, passam por maus lençóis mas três deles conseguem sobreviver, dentre os quais está a filha do senador. Conseguem reunir provas de que o meteorito é falso, mas não conseguem imaginar que quem está por traz da armação é o diretor do NRO, chefe da depuradora e que nem o presidente dos Estados Unidos e nem a Nasa tem conhecimento do fato.

domingo, 18 de novembro de 2012

Resenha: Brincos de Ouro e Sentimentos Pingentes

Postado por Pamela Moreno Santiago às 14:26 2 comentários

Brincos de Ouro e Sentimentos Pingentes
Autor: Luiz Antonio Aguiar
Editora: Biruta
Nota: 

Sinopse: “Brincos de ouro e sentimentos pingentes” é um livro que revela que o final feliz de uma história de amor é deixar naturalmente o amor acontecer. Afinal de contas, para Manuela ‘é na dor’ que ela parece confessar como o próprio corpo nos seus poemas que tornam essa história de amor mais amorosa ainda.

Através de um vai – e - vem na trama e nos capítulos, é narrada por Mariana sua história de amor, desde o ponto atual de sua idade (16 anos) nos remetendo até o início da adolescência e o abandono da infância, marcado pelo primeiro amor de sua vida – e até então o único que conseguiu arrebatar e avassalar com seu pobre coração juvenil.

“Então, bateram na porta do meu quarto.
Era o Pedro Cláudio.
Eu nunca o tinha visto.
E, na hora em que o vi, devo ter ficado com uma tremenda cara de babaca.
Ele era lindo.
É lindo.” [pg. 18]

Ela, com onze anos, ele, com dezenove, começam uma amizade de poucas palavras, mas com muitos olhares e muito bater de corações. O desenrolar do tema se dá de maneira suave e com linguagem própria dos jovens. Mariana se vê dialogando consigo mesma e expressa seus sentimentos através de poemas, escritos em sua maioria entre os catorze e quinze anos.

“Vou rasgar você de mim.

                 (não, não vou fazer outro poema sem fundo: chega!)” [pg. 86]

A diagramação elaborada pela editora Biruta é perfeita e nunca tinha tido a oportunidade de poder ter contato com um livro da editora. Fiquei encantada e descobri, depois, que tenho um outro título da mesma, um pouco mais antigo e não tão belo assim. Com relação ao autor, ele conseguiu atingir o objetivo de transcrever em linguagem própria de uma adolescente os tropeços que a vida dá com relação aos amores.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O Último Reino #Resenha

Postado por O Livreiro² às 13:37 2 comentários

 Saudações guerreiros do Norte, lanças afiadas e machados ensanguentados? 

 Infelizmente não. Porém, admito, que garoto nunca sonhou em conquistar terras, salvar as donzelas de um vilão sanguinário?

 Mas quem disse que as lutas eram bonitas e os deuses da guerra festejavam no Palácio de Odin? 
 Bardos eram pagos pra criar poemas e cantigas que deveriam exaltar e ser espalhados por todos os reinos como prova de que um homem pode ir contra milhares desde que a honra e os deuses estivessem ao seu lado.

 Enfim, guerreiros, O Último Reino faz parte de uma série escrita pelo escritor britânico Bernard Cornwell.

 A paz não foi feita pro homem, ou talvez possamos considerar que a paz é um prenúncio da guerra e são escassos os tempos em que há uma paz mundial.
 O homem sempre decide derramar sangue alheio e oferecer sua vida por algo, seja um ideal, uma teologia ou até mesmo pelo puro prazer de manchar a terra de vermelho.

 Bernard Cornwell é um autor britânico que nesse livro mostra seu domínio da cultura inglesa e seu dom em hipnotizar os leitores com simples palavras. Não podemos negar, ao ouvir a palavra sangue todos nós prestamos atenção, somos sanguinários, esse é nosso instinto. Paremos com o hidromel e vamos a história.

 Uhtred é um pequeno príncipe inglês que se vê raptado durante uma invasão dinamarquesa e, ao passar do tempo, descobre que todas as suas terras que agora deveriam lhe pertencer foram usurpadas por seu próprio tio. Logo, não vê mais saída a não ser esquecer toda sua história e viver com os temidos bárbaros dinamarqueses, adotando sua religião e brindando em nome dos olhos de Odin.

  Conforme Uhtred vai crescendo, começa a odiar a Inglaterra e todo seu cristianismo fanático por alguma entidade que nunca parece presente chamada Deus, afinal se Deus existe e protege todos seus filhos, por que ele havia sido raptado quando criança?
  Questionando a si mesmo sobre Ele, acaba concluindo que milagres e Deus são como os mitos, só servem para assustar ou iludir pessoas ingênuas e fracas que uma espada não servem para segurar e proteger suas próprias vidas.

 Nessas reviravoltas emocionantes, a guerra entre reinos já se fazia iminente, e é exatamente isso que acontece.

 Para não soltar spoilers tenho que parar a resenha bruscamente por aqui, mas permito-me dizer que esse livro é recheado com romances, guerras e mortes, extremamente regado a sangue e batalhas e um toque especial de guerras religiosas.

 Paredes de escudos, guerreiros invencíveis e prisioneiros indomáveis tudo isso você encontra nesse cativante livro de Bernard Cornwell.

 Mantenham suas espadas afiadas, bárbaros. A guerra caminha ao lado da morte, mas que os ventos soprem teus navios.

 Enfim, voltemos ao hidromel.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Resenha: Axolotle Atropelado

Postado por Pamela Moreno Santiago às 21:29 3 comentários

Axolotle Atropelado
Autora: Helene Hegemann
Editora: Intrínseca
Nota: 
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Sinopse: “Vidas terríveis são a maior das felicidades”, desabafa Mifti em seu diário. Aos dezesseis anos ela assumiu sua condição de “garota-problema” participante da cena underground de Berlim, onde mora desde a morte da mãe. A narrativa de suas experiências, radicalmente influenciadas pelo uso de drogas diversas, faz o leitor mergulhar em uma sequência de acontecimentos paradoxais e incomuns.
Mifti é a protagonista de Axolotle Atropelado, romance de estreia da alemã Helene Hegemann que, aos 17 anos, conquistou a crítica literária e se transformou em fenômeno editorial no país. Pertencente a uma família disfuncional, com seus meios-irmãos ricos e negligentes e o pai egoísta, Mifti luta para dar sentido a sua vida. Em seu diário, alucinações e realidade se mesclam na descrição de sua rotina, pontuada por experiências de sadomasoquismo, autodestruição e abuso de drogas – entre álcool, heroína e ecstasy. Ela, que anseia por liberdade e pela fuga das convenções sociais, tece críticas à família e à sociedade alemãs e discursa sobre filmes, música e filosofia.Em busca por uma parceria e por uma compreensão incondicional, Mifti adota um mascote exótico e surpreendente: o axolotle – uma espécie de salamandra mexicana que permanece em estado larvário, sem se desenvolver. 
Resenha

Através de uma narrativa forte e pesada, Helene constrói a vida da personagem Mifti. A sinopse já nos traz bastante traços importantes na construção da mesma e do enredo. Ela é uma adolescente de 16 anos, que tem como companhia os meios-irmãos, as drogas e o álcool. Além disso, é bissexual assumida, e nos choca com diversas passagens em que traz a tona seu lado erótico.

“A única coisa que desenvolvi foi um amor por adjetivos que deixa todo o resto na sombra.”

Confesso que a primeira sensação ao terminar o livro foi: de onde essa garota tirou essa brisa? Porque sério, pra mim esse livro foi uma grande brisa. Construções gramaticais de difícil entendimento, alucinações, sadomasoquismo. Tudo disposto de maneira bem “louca” a meu ver.
O axolotle entrou em cena quase no final do livro e ainda não encontrei uma função prática para o mesmo dentro da obra. Quem sabe com uma segunda leitura, meus horizontes acerca do livro não se abram, não é mesmo?

Sobre a autora: Helene Hegemann nasceu em Freiburg, Alemanha, em 1992, e mora em Berli. Axolotle atropelado, seu romance de estreia, foi indicado para o prêmio literário do lit.Cologne, um dos maiores festivais de literatura da Europa, e foi finalista do prêmio literário da Feira do Livro de Leipzig, em 2010. Torpedo, seu filme anunciado como “a revelação do ano” no Hof Film Festival de 2008, estreou na Alemanha no verão de 2009, recebendo o prestigiado prêmio Max Ophüls. Helene também é autora da peça de teatro Ariel 15, que estreou em 2007.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Resenha: Dezesseis Luas.

Postado por Pamela Moreno Santiago às 00:41 3 comentários

Dezesseis Luas
Autoras: Margaret Stohl e Kami Garcia
Editora: Galera Record


Sinopse: Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece ... Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona. Eleito pelo Amazon um dos melhores livros de ficção de 2009. Direitos de tradução vendidos para 24 países. 

Resenha


Dezesseis Luas tem um enredo leve e linguagem acessível, e traz a história de Ethan Wate. Sua vida é atormentada por sonhos em que sempre tem a mesma menina, e ela sempre escapa de suas mãos, caindo em um profundo precipício. E sempre aquele cheiro doce de limão e alecrim.
Ele não consegue enxergar o rosto da moça, mas tem certeza absoluta que nunca a vira em toda sua vida. Até o dia em que entra uma aluna nova em sua sala de aula. Para os moradores de Gatlin era deveras estranho que um aluno novo entrasse em sua escola, mesmo porque os que conseguiam, fugiam de lá assim que surgisse uma oportunidade. Desde o primeiro momento, Ethan soube que aquela era a causadora de seus terríveis pesadelos.
Lena Duchannes não se parecia em nada com as garotas que frequentavam o colégio Jackson High. A maioria delas era filha de misses (ou de mulheres que tentaram um dia ser misses) ou de grandes personalidades da cidade. Lena era simples, e estava sempre com seu tênis All Star surrado.
O que ele não sabia era que tanto ela quanto sua família inteira escondiam um segredo que envolvia mais magia do que ele imaginava. Não só eles, como as pessoas próximas também escondiam segredos que vinham desde a época da Guerra Civil, mais conhecida como Guerra da Agressão Norte.
As visões dadas pelo medalhão de Genevieve se encontram com a dura realidade que ocorre na décima sexta lua.
Com certeza é um prato cheio para os amantes da literatura mágica! E a diagramação (desde a capa até o conteúdo interno) está perfeita. Parabéns a editora pelo excelente trabalho.

“Sangue do meu coração, a proteção é tua.
Vida da minha vida, tira a tua, tira a minha.
Corpo do meu corpo, essência e mente,
Alma da minha alma, una os nossos espíritos.
Sangue do meu coração, minhas marés, minha lua.
Sangue do meu coração, minha salvação, minha perdição.”                                               [página 475, capítulo - 11 de Fevereiro - A Invocação]


Postado originalmente no blog O Diário do Leitor
 

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